Aos 37 anos, Fabiano Peçanha almeja representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2020, que acontece em Tóquio, no Japão. O atleta que já participou de inúmeras competições universitárias oficiais, já iniciou sua preparação em busca do índice olímpico para a prova de 800 metros rasos.

 

Fabiano na prova de 800m rasos na Olimpíada de Londres 2012. Crédito: Olivier Morin/AFP/VEJA

 

Natural de Cruz Alta – RS, Fabiano conta em entrevista, que desde os 10 anos de idade já treinava regularmente. Com 18 anos entrou na faculdade de Educação Física, na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e seguiu treinando e representando sua instituição de ensino pelos anos seguintes. “A própria Unisc mantinha uma equipe de atletismo filiada à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT), então eu representava a Unisc não só nas competições universitárias, mas em todas as outras do calendário”, explica. O atleta relata que mesmo com muitas faltas entre viagens e competições, conseguia manter um rendimento escolar alto.

Já no circuito universitário, o meio fundista participou de jogos estaduais, Copa Unisinos, Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), Troféu Adhemar Ferreira da Silva, Campeonato Sul-americano, Campeonato de Cross Country e Universíades. “Conquistei títulos em todos os campeonatos universitários existentes na época”, relembra. Para tal feito, Fabiano esclarece que treinava regularmente, como um atleta profissional, uma vez que além de ser universitário também dependia do atletismo e seus patrocinadores.

Após concluir o curso de Educação Física, o atleta deu início ao curso de fisioterapia, na mesma universidade. Ao todo, Fabiano foi universitário por 9 anos e coleciona 9 competições universitárias oficiais na bagagem. Em 5 JUBs, ele conquistou 10 medalhas de ouro e 2 de prata. E das 4 Universíades que competiu, acumulou 6 medalhas: 4 bronzes, 1 prata e 1 ouro. No campeonato de 2007, em Bankok, o meio fundista atingiu sua melhor marca pessoal nos 800m: 1min44s60c.

 

Fabiano em dos JUBs que participou. Crédito: Felipe Hermann/ Kaizen

 

Além das competições universitárias, o atleta também competiu no Pan-americano de Santo Domingo e do Rio de Janeiro em 2003 e 2007, respectivamente, na Olimpíada de Pequim, em 2008 e na Olimpíada de Londres, em 2012.

Após inúmeras conquistas, Fabiano decidiu que era hora de parar e anunciou sua aposentadoria do universo esportivo em 2017. Segundo ele, a pausa foi importante para poder avaliar sua carreira. “Comecei a buscar coisas novas para descobrir como seria a vida do Fabiano não atleta”, destaca. A partir daí, se tornou treinador da Associação Medalha de Ouro, de Santa Cruz do Sul, cidade onde fez faculdade.

Em 2020, três anos após a decisão da aposentadoria, Fabiano anunciou sua volta às pistas. O atleta retornou com uma meta ambiciosa: participar pela terceira vez dos Jogos Olímpicos, que esse ano acontece em Tóquio, no Japão. Devido ao pouco tempo para preparação, o meio fundista reconhece a dificuldade em atingir seu objetivo. “O tempo é bem curto e o meu corpo não é mais o mesmo […]. É uma meta ousada ir para a Olimpíada, mas se eu não conseguir, não tem problema. Só de voltar a ter a sensação de atleta, já estarei satisfeito”, reflete.

O atleta deve retornar às provas oficiais dos 800m em março, numa qualificatória para o Troféu Brasil de Atletismo, que acontece em maio, em Porto Alegre. Caso consiga classificação e faça um bom nacional, Fabiano dedicará o restante de maio em busca do índice olímpico para Tóquio 2020.

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