Acabou para quem?

Por Reyzon Almeida (Programa Jovens Jornalistas)

 

Foto: Bruno Kelly (CBDU)
Os jogos universitários Brasileiros ou apenas JUBs, se encerraram ontem, 10. As grandes finais, entres grandes times e grandes histórias e apenas um objetivo, disputar a etapa nacional, que será realizada em Salvador – Bahia. Apenas os três primeiros colocados, tiveram a oportunidade tão sonhada de sair dos jogos com esse sonho ainda vivo. Do Acre, Rondônia, Roraima e Manaus, todas as vagas foram decididas entre esses estados. O jogo que por vezes, vale a vida dos participantes, vale o sonho de vida, de ter uma carreira na área e quem sabe, entrar para uma das grandes equipes do país.

As disputas de 3° lugar, não eram somente um prêmio de consolação, como nas maiorias das competições normalmente são, significava bem mais que isso. Com uma oportunidade e até mesmo sobrevida dos objetivos almejados por cada um ali participante. Quem sabe até mesmo o primeiro lugar nem importasse tanto assim, todos só queriam chegar e se classificar para a etapa nacional. Visto isso, em um dos momentos mais belos e simplórios de todo o torneiro, a grande premiação, onde se foi possível ver o terceiro colocado por diversas vezes bem mais contente, alegre e em estado de êxtase puro, quê o primeiro colocado  e as três equipes vencedores lá no pódio sorrindo, se abraçando e gritando uma só frase: ‘’uh, uh, é SALVADOR…”.

As finais de futsal, foram prejudicadas em termos de vontade em vencer e jogar para cima, muito em conta da classificação já assegurada. Isso tornou as finais masculinas e femininas, jogos mornos, sem grande entusiasmo e às vezes, beirando o mais puro sem sal. Mas se algumas equipes estavam tranquilas em relação ao resultado, outras não tinham nada com isso e se jogavam um futsal puro, rápido, envolvente. O que dizer da camisa 10 da faculdade Maurício de Nassau, Elisa Lopes, com 3 minutos de jogo, 3 gols, dribles, uma calma, uma verdadeira líder técnica e de grupo, ditava o ritmo de jogo, aparecia em todos os lados da quadra e quando não estava fazendo gols, estava ajudando as companheiras com passes para, no total de 4 gols e 2 assistência, apenas na final, uma verdadeira craque. Na disputa de terceiro lugar, é estranho ver um técnico como destaque? Provavelmente sim, mas o senhor José Junior, da Faculdade Federal do Acre, não esconde seu nervosismo fora das quadras, mas que somente um líder se mostrou um amigo das suas jogadoras. Com gritos, berros, cobranças, mas sempre com respeito pelas suas jogadoras e pelos seus adversários, se mostrou do lado de fora das quadras, o que o JUBs significava para ele.

Com sensação de trabalho cumprido e de sonhos renovados, fica na cabeça a imagem de pessoas que se enfrentaram em quadra, mas nunca se viram como inimigas, apenas estavam ali, lutando por seus sonhos, por seus objetivos e por uma nova chance. Do esporte em geral, a mais bela mensagem fica de um campeonato que foi disputado, acirrado e sempre amistoso, foi jogado e ganhado ou perdido. Que nunca falte sonhos aos que perderam, que nunca falte vontade aos que venceram e que sempre exista abraços de comemoração conjuntas, isso é o melhor que o esporte pode oferecer.

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