Foto: União Brasileira de Cheerleaders

Quem costuma assistir a filmes norte-americanos ou acompanhar NFL (National Football League) e NBA (National Basketball Association) com certeza já percebeu um grupo, durante os jogos e intervalos, fazendo acrobacias e coreografias para animar o público. Esses grupos são os cheerleaders ou líderes de torcida. 

Em 2019, o cheerleading entra para o JUBs Fase Final e viemos contar um pouquinho sobre a modalidade.

História

Tudo começou no século XIX, nos Estados Unidos. Um time de futebol americano de Minnesota perdia o jogo e parte dos torcedores decidiu fazer gritos e acrobacias para incentivar o resto da torcida. Na época, apenas homens participavam do movimento. 

O esporte passou a aceitar mulheres só no século XX, pela falta de esportes femininos e pelos homens irem à guerra. Assim, as mulheres passaram a fazer parte das formações e acabaram virando maioria. 

Nas últimas décadas, a modalidade ganhou destaque mundial com a ESPN Internacional e o filme Bring It On (As Apimentadas). Hoje em dia, o “cheer”, como é chamado pelos atletas, é praticado em mais. 

No Brasil, o cheerleading foi oficializado em 2009 pela União Brasileira de Cheerleaders (UBC) e, no mesmo ano, já ganhou a primeira competição oficial: o Campeonato Nacional Cheer & Dance. 

O cheer

A modalidade é caracterizada por uma série de habilidades que incluem levantamentos, acrobacias, saltos, dança e pirâmides – todos obrigatórios nas apresentações.

No Brasil, existem três tipos de campeonatos: universitários, estaduais e nacional. 

Cada apresentação dura 2 minutos e meio e, no universitário, existe a sessão torcida, onde o grupo tem 30 segundos de música cantada, movimentos coreografados e levantamentos para animar o público. Já a categoria All Star, ou profissional, conta apenas com a primeira parte.

No Brasil, a UBC tem 80 times profissionais e mais de 200 times universitários cadastrados. No total, são aproximadamente 10 mil atletas. 

De acordo com Felipe Leal, Diretor Técnico da UBC, as equipes treinam por semana, em média, 4 horas de coreografia, o que inclui toda a complexidade da rotina, movimentos, postura, entre outros. E, por fora, os atletas de maior nível técnico também treinam duas vezes por semana acrobacias específicas e duas vezes levantamentos, além de musculação e cardio.

Cheer no JUBs

Pela primeira vez, os Jogos Universitários Brasileiros recebem o cheerleading e o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário, Luciano Cabral, explica: “A CBDU vem, todos os anos, tentando aproximar mais o esporte universitário do seu público – o público jovem -, com o aumento do movimento do esporte universitário no âmbito das atléticas. Modalidades como cheerleading, skate, e-games e até mesmo as baterias vêm ganhando força para compor nosso programa”.

Já para Felipe, que também é atleta da modalidade, a inserção da modalidade na maior competição universitária significa dar cada vez mais caráter profissional a modalidade.

“O cheer dentro do JUBs é mais um passo para as pessoas conhecerem o esporte e ter maior notoriedade. Há uns anos, o cheer não era bem visto em jogos, agora estamos alcançando lugares mais distantes, estamos conseguindo chegar a grandes eventos”, conta.

Foto: União Brasileira de Cheerleaders

Modalidade olímpica

Desde 2008, quando aconteceu o primeiro campeonato mundial da modalidade, o International Cheer Union, maior instância da modalidade, conversa com o Comitê Olímpico Internacional para transformar o cheer em modalidade olímpica. Em 2017, a modalidade foi reconhecida pelo COI, mas ainda tem muito trabalho pela frente.

O cheer pode ser escolhido como modalidade optativa caso o país-sede peça, mas, para virar modalidade olímpica de vez, são necessários alguns pré-requisitos como provar atratividade para os veículos de comunicação, ser praticado por homens em 75 países, no mínimo, e em quatro continentes e por mulheres, se é praticado em 40 países, no mínimo, e em três continentes, entre outros.

Como começar 

Entre em contato com sua instituição de ensino para saber se já existe o cheer na sua universidade.

Desde 2015, a UBC também oferece o Curso de Formação para Coaches em Cheerleading, para aqueles que desejam se especializar no treinamento de equipes.

 

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