A Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) completa 80 anos em 2019 e escolhemos oito momentos marcantes dessa história para dividir com vocês.

O começo

Apesar de existir desde 9 de agosto de 1939, a entidade só passou a se chamar Confederação Universitário do Desporto Universitário em 1940. Inicialmente chamada de Confederação Universitária Brasileira de Esportes e com sede no Rio de Janeiro, o objetivo era ter uma confederação nacional que reunisse todas as federações universitárias esportivas já existentes e as que viriam a ser fundadas.

Em 1941, por meio do Decreto-Lei n. 3.617/41, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas, a Confederação foi oficializada como a base da organização do esporte universitário no país, assim oficializando competições a nível nacional – os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs).

Universíade no Brasil

Em 1963 o Brasil e o hemisfério sul receberam sua primeira competição internacional de esporte universitário: a Universíade de Verão. O evento aconteceu em Porto Alegre/RS, entre 30 de agosto e 8 de setembro, e recebeu cerca de 700 atletas de 27 países.

Um momento marcante da abertura dos Jogos no Estádio Olímpico Monumental foi o atleta brasileiro e campeão olímpico (e posteriormente bicampeão) Adhemar Ferreira da Silva acendendo a pira.

Nessa edição o Brasil ficou em oitavo lugar no quadro geral de medalhas com nove de bronze e duas de ouro.

Fábrica de talentos

O Rio de Janeiro recebeu o Mundial Universitário de Judô em 1978. A disputa, que aconteceu no Maracanãzinho, teve um público de aproximadamente 10 mil espectadores presentes. O brasileiro Oswaldo Simões subiu ao lugar mais alto do pódio.

Nos anos seguintes, a modalidade cresceu ainda mais no esporte universitário e tornou-se uma das mais fortes, onde grandes nomes da história brasileira passaram por nós como Aurélio Miguel, João Derly, Luciano Corrêa, Tiago Camilo, Flavio Canto, Rafael Silva (Baby) e Gabriela Chibana.

Um marco no JUBs

Desde sua criação, o JUBs era disputado pelas seleções das Federações Universitárias Estaduais, mas a partir de 1999, na 48ª edição em Natal/RN, a competição passou a ser disputada pelas Instituições de Ensino Superior (IES) de cada estado. A cidade recebeu por volta de três mil participantes.

Foram disputadas oito modalidades durante os dez dias e o grande destaque foi para a UnP, grande vencedora do quadro geral de medalhas. As universidades do Nordeste também tiveram um bom desempenho e duas delas garantiram seu espaço naquele ano: a Universidade Potiguar e a UFRN.

Ano do recorde

Foi na cidade de Shenzen, na China, onde o Brasil obteve seu recorde de medalhas em uma Universíade. Na edição de 2011, disputamos em 22 dos 24 esportes e nosso país faturou um total de 18 medalhas. Foram dois ouros, quatro pratas e 12 bronzes.

Além disso, ficamos em 23º lugar no quadro geral de medalhas, entre as 150 delegações participantes. Quem alcançou o topo do pódio foi nossa equipe feminina de vôlei e Artur Zanetti na ginástica artística. Conquistamos medalhas também na natação, vela, judô, futebol masculino e feminino, taekwondo, volêi de praia feminino, vôlei masculino e atletismo.

Além de Henrique Martins na natação, grandes atletas da atualidade do vôlei estavam em nossa seleção: Wallace, Lipe, Éder Carbonera, Roberta Ratzke, Maurício Souza, Isac, Amanda e Carol.

Viva a diversidade

Em 2016, tivemos a inclusão do paradesporto no programa esportivo universitário brasileiro. Naquele ano, na cidade de Cuiabá, foi disputada a natação paradesportiva pela primeira vez no JUBs.

A edição contou com um total de oito atletas e teve como padrinho Fernando Fernandes, tetracampeão mundial de paracanoagem. De lá pra cá, as modalidades ganharam mais competidores, tendo um total de 58 atletas no último ano. Para a Temporada 2019, teremos 6 modalidades paradesportivas: tênis de mesa, judô, badminton, basquete 3×3, atletismo e natação.

O país do penta

Ainda em 2016, de 2 a 10 de julho, Goiânia recebia a 15ª edição do Mundial Universitário de Futsal. No naipe masculino participaram 12 países e no feminino, dez. Naquele ano teve dobradinha brasileira no lugar mais alto do pódio, repetindo o feito de 2010.

Após a vitória, nossas duas seleções conquistaram em casa o pentacampeonato. A equipe masculina havia conquistado o título nos anos de 1984, 1996, 2000 e 2010. Em uma final clássica e emocionante, derrotamos a Rússia, nossa rival na edição anterior, onde ficamos com a prata.

Já pela equipe feminina, fomos campeões cinco vezes seguidas, levando o ouro desde 2008. Amandinha, eleita cinco vezes a melhor atleta de futsal do mundo em 2018, estava presente no título, além de Valéria Schmidt, que após a competição foi eleita pela FISU a melhor atleta universitária do mundo dentre todos os esportes, recebendo uma homenagem na Universíade de Taipei – 2017.

Sonho? Realidade!

Em julho de 2018, foi realizado em São Paulo o 1º FISU America Games, competição poliesportiva pioneira na história do esporte universitário pan-americano. Ele, que era um sonho desde a antiga ODUPA (Organização Desportiva Universitária Pan-americana até 2014), foi realizado pela atual FISU America junto a CBDU.

Foram 11 dias de competição, 13 países, 13 modalidades e aproximadamente 1500 atletas. No resultado final, ficamos em 1° lugar no quadro geral de medalhas, seguido por Chile e México. Foi a primeira vez em que um campeonato internacional universitário possuiu modalidades paradesportivas! Um verdadeiro marco na história do esporte universitário do mundo.

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