INVICTA, EQUIPE MASCULINA DA UNB CONQUISTA O OURO DA LDU FUTEBOL 7

Invicta, equipe masculina da UnB conquista o ouro da LDU Futebol 7

UFRN fica com a prata e UFC, com goleada, garante o bronze

UNB-DF comemora o título de campeã da LDU de Futebol 7 de 2017. Foto: Fotojump

Na manhã deste sábado, 24, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade de Brasília (UnB) entraram em campo para disputar o ouro masculino no society. Os dois times já se conheciam. Se enfrentaram na quinta-feira. Resultado: 1 a 1. Aquela partida poderia ser interpretada como um presságio da final, digna das duas únicas invictas do campeonato. Naquele dia, o placar somava um ponto à classificação de cada equipe. Agora, após empate, teriam que decidir o título nos pênaltis.

Saída dos brasilienses. Toque atrás, característica do time para manter a posse de bola e avançar. Na marcação, a pressão inicial da UFRN pareceu ter assustado a defesa. O toque da UnB, no lado esquerdo, foi para ninguém. Da cobrança lateral veio a primeira oportunidade de gol: cabeçada dos norte-rio-grandenses para baixo, no canto. Lá estava Guilherme Félix, goleiro, firme na defesa.

A resposta da equipe azul veio na bola seguinte. Jogada rápida, chute no ângulo direito. Lá estava, desta vez, Arthur Gonçalves, completamente no ar, espalmando para escanteio. Das poucas conclusões de ambos os lados, as melhores chances criadas foram do Distrito Federal. A última da primeira etapa, uma falta na entrada da pequena área. Faltavam 20 segundos para o intervalo. Era preciso quebrar o resultado parcial sem gols. Jogada ensaiada, finalização confiante do camisa 14 azul, Mateus Lopes Chiarini: 1 a 0 para a UnB.

Segundo tempo. Brasília continuava em vantagem. Mais uma falta a favor do time azul. Chute em cima da barreira. No rebote, a jogada ensaiada não funcionou. Contra-ataque em velocidade da UFRN. Guilherme contra três. O goleiro antecipou. Era tudo que o camisa nove, que corria livre pela esquerda, queria. Finalização precisa no centro do gol e a vibração de quem recuperou fôlego na disputa: 1 a 1. A última bola do jogo tinha endereço. Novamente, o ângulo superior direito da UFRN estava comprometido. Mas, como no primeiro tempo, Arthur salvou e garantiu a equipe na decisão por pênaltis.

Ao sol do quase meio-dia, os jogadores se organizavam para as cobranças. Guilherme e batedor. Corrida lenta em direção à bola. Chute. Defesa do goleiro de Brasília. Enquanto o time azul gritava em comemoração, os norte-rio-grandenses levavam as mãos à cabeça. Era apenas a primeira penalidade, nada estava perdido.

UFRN-RN marca pênalti na decisão da final do Futebol 7, em Uberlândia. Foto: Fotojump

Arthur e batedor. Pressão. Finalização brasiliense. Defesa do goleiro do Rio Grande do Norte. Mais uma vez, a UFRN estava de volta ao jogo. Em seguida, seis cobranças foram seguramente convertidas. Outra vez: Guilherme e batedor. Silêncio na arquibancada. O chute. E a defesa. Agora, se a UnB marcasse, era ouro. Bateu. E marcou. Brasília conquistou, com quatro resultados de empate em quatro partidas ao longo do campeonato, a vitória na Liga do Desporto Universitário de Futebol 7 de 2017.

Mateus Chiarini, responsável pelos gols dos empates de sexta e sábado, afirma que a sensação é única. “Essa é a minha quarta LDU. Já cheguei na final e errei pênalti. Hoje, fazer o gol do empate, e converter também o pênalti, é inexplicável”, celebra.

UFC-CE x CEUB-DF

UFC-CE leva o bronze da competição. Foto: Fotojump

A briga pelo bronze aconteceu em seguida, entre o Centro Universitário de Brasília (CEUB) e a Universidade Federal do Ceará (UFC). Com o dobro de gols, a UFC garantiu mais um ano entre as três melhores equipes do Futebol 7 da LDU.

Um terço dos gols aconteceu no primeiro tempo. Depois de o Ceará marcar o primeiro e o CEUB marcar um contra, a plateia que acompanhava a partida tinha certeza que o resultado já estava decidido. Ilusão. Depois de tempo, pedido pelo treinador do time, Brasília reagiu. Ninguém esperava aquela reviravolta. Foram um, dois, três. De virada. Quando o apito soou, os brasilienses estavam na frente: 3 a 2.

Durante o intervalo, uma bela sacudida técnica. Ninguém sabia o que esperar da última decisão do Futebol 7. Essa imprevisibilidade só confirmava uma certeza: quem assistia, não podia ir embora sem ver o desfecho.

No início da segunda etapa, a defesa do CEUB recuou para o goleiro. O toque saiu fraco demais. O ataque da UFC, atento, aproveitou a falha e, com o camisa 11, Breno Cavalcante, empatou o jogo. Não satisfeito, numa investida rápida, o atacante aproveitou a defesa do Distrito Federal absolutamente desorganizada e concretizou o gol que colocou o time novamente à frente no placar: 4 a 3.

Com um jogador posicionado na segunda trave, os brasilienses empurraram uma bola – que saía pela linha de fundo – para dentro do gol: 4 a 4. Saída no meio de campo e, no lance seguinte, o gol mais bonito da disputa: chute alto, forte, tão rápido quanto uma moto sozinha na estrada. Acertou o ângulo superior direito e levou a arquibancada ao delírio. UFC, mais uma vez, à frente no placar: 5 a 4. E se manteve. Em algum momento, o gramado sintético se tornou ar. Os jogadores cearenses flutuavam, aproveitando os buracos da defesa adversária.

A consequência estava por vir. Goleada. Antes do apito final, o CEUB ainda marcou mais uma vez. Quando teve a oportunidade de bater um pênalti, mandou por cima do travessão. O Ceará, em contrapartida, aproveitou o shoot out e converteu, no rebote. Placar final: 10 a 5. Bronze para a UFC.

Breno Cavalcante, autor de três gols na decisão, defende que a “equipe era superior, se a gente realmente quisesse jogar bola. Nosso jogo foi encaixando, a gente não recuou. Sempre propondo o nosso ritmo”. A perspectiva para o segundo semestre do time é, além de campeonatos cearenses, focar nos Jogos Universitários Brasileiros, que acontecerão em outubro deste ano, em Goiânia, GO. “Vamos disputar o JUBs no futsal. Muito trabalho para não deixar o nível cair”, finaliza.

Liga do Desporto Universitário de Futebol 7

A Liga do Desporto Universitário de Futebol 7 é uma realização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) em parceria com a Federação Universitária Mineira de Esportes (FUME). A competição reuniu em Uberlândia 200 atletas dos estados de Santa Catarina, Distrito Federal, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Ceará e Minas Gerais. Ao todo, 11 equipes competem nas categorias masculina e feminina.

Patrocínio: Banco Itaú e Onza Indústria de Confecções. Apoio do Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Apoio local: Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) da UFU.

Por Josielle Ingrid Moura, estudante de Jornalismo

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