Dia Internacional dos Estudantes: contos de perrengues

Não é preciso ser universitário a muito tempo para saber que a faculdade é feita de perrengues. Perrengue na hora do busão, perrengue para pegar e devolver livro na biblioteca, para comer no R.U., para fazer prova, comprovar falta e etc. – a lista é infinita! E hoje, no Dia Internacional dos Estudantes, nossa homenagem não poderia vir de outra forma se não copilando alguns desses momentos ilustres para entretenimento geral da nação. Por isso, essa matéria reúne alguns contos de clássicos perrengues que ilustram bem o que é ser estudante universitário. Confira:

O R.U., o tão amado e odiado bandejão, é um clássico na vida do estudante universitário. São tantas peculiaridades de cada um que seria justo escrever um livro só em sua homenagem. Cardápios, fila, cheiros, sabores, espaço – uma coletânea de memórias. Mas a fila… ah, a fila! Faça chuva ou faça sol lá estão muitos estudantes amontoados aguardando sua vez, e torcendo para que dê tempo de comer no intervalo entre as aulas. E ainda tem um agravante: o cardápio do dia ser bom. Quando isso acontece ela pode aumentar consideravelmente. Quem nunca sofreu com isso que atire a primeira pedra.

– Teve uma vez que a professora liberou a gente super tarde, aí quando chegamos no R.U. a fila estava dando voltas. Graças a Deus, eu tinha um amigo que estava no início da fila, e me colocou na frente dele. Mas meus outros amigos ficaram na ponta da fila, e quando chegou a vez deles de comer, a maioria das coisas já tinham acabado e eles tiveram que comer ovos fritos, kkkk – Karol Benevides, estudante de Letras-Português na UFAC/Acre.

E se você é universitário, mas nunca teve problemas com animais no seu campus, algo está errado. Sejam os famosos doguinhos caramelos, saguis, gatos ou outras espécies, eles sempre rendem boas histórias. E a Valéria Gudinho, aluna de Enfermagem na UFG/Goiás, nos contou uma das boas: “No campus Samambaia da UFG tem um monte de macacos. Um belo dia eu comprei um salgado e fui andando porque já estava atrasada, então dois macacos saíram correndo atrás de mim, e eu tive que jogar meu salgado pra eles”. Imaginou só?

E por fim, mas não menos importante, temos o clássico dos clássicos: o famigerado TCC – trabalho de conclusão de curso. E com o cenário pandêmico, o que já era caótico, ficou ainda pior. Pensa só ter escrever a sua monografia sem o suporte do acervo da biblioteca, os encontros presenciais com o seu orientador, prazos apertados, e claro, sem seus amigos para dar aquela descontraída.

– Tenho até dia 24 de novembro para entregar o meu TCC, e até aí tudo certo. Entretanto, em decorrência da pandemia o semestre está mais curto e isso fez com que meu projeto do TCC não conseguisse ser avaliado pelo comitê de ética. Desta forma, tive que iniciar um novo e tenho agora uma semana para entregar. Aí ainda tem a nossa rotina diária que não ajuda, kkkkk, além dos treinos e etc – Arthur Gomes, estudante de Educação Física na UFPE/Pernambuco.

Você sabia?

O Dia Internacional dos Estudantes é comemorado em 17 de novembro em homenagem a memória de um grupo de estudantes da antiga Tchecoslováquia que lutaram contra as tropas nazistas em 1939. Eles estavam na Federação Central de Estudantes quando a sede foi invadida e vários dirigentes estudantis foram assassinados, e outros levados para campos de concentração, onde sofreram com as cruéis torturas do Holocausto. A data foi instituída em 1941, em Londres, por meio de iniciativa do Conselho Internacional de Estudantes.

NOTÍCIAS RELACIONADAS