Ao lado de outros dirigentes e atletas renomados do país, a CBDU se manifestou contra a medida provisória que retira as verbas do esporte. Reuniões aconteceram na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Presidente do Senado recebe CBDU, CBDE E CBC

 

Várias entidades esportivas se uniram num protesto contra a Medida Provisória 841/18, assinada recentemente pelo presidente Michel Temer. A medida, retira cerca de R$ 500 milhões da verba destinada ao esporte e remaneja grande parte para um novo sistema de segurança pública.  Todos os setores prejudicados com a decisão se reuniram nesta quarta, dia 13, durante audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, em Brasília. Estiveram presentes representantes do COB (Comitê Olímpico do Brasil), CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), CBC (Comitê Brasileiro de Clubes), FENACLUBES (Confederação Nacional de Clubes), entre outros representantes do esporte de base brasileiro. O principal objetivo das entidades foi pressionar a classe política, em especial os deputados federais, para que a MP não seja aprovada.

Alim Maluf Neto, Vice-Presidente da CBDU, demostrou sua profunda indignação pela medida e, também, sua preocupação com o futuro do esporte. “Essa medida fere de morte o desporto universitário e o esporte de base em geral. Nós na CBDU temos como lema: Estrelas hoje, líderes amanhã. Mas depois dessa medida, nossas estrelas não vão mais brilhar e não se tornarão nossos líderes. Vocês têm na mão o poder e a possibilidade de não deixar que o esporte de base morra”, protestou. Alim ainda ressaltou que o calendário das competições universitárias corre sérios riscos. Com etapas decisivas como as classificatórias para a fase final do JUBs e o primeiro Pan Americano Universitário a serem realizadas no mês de julho, o clima é extremamente delicado.

Diversos expoentes do esporte brasileiro também estiveram na audiência e demonstraram sua insatisfação com a medida. Ana Moser, Tiago Camillo, Leila Barros e Lars Grael foram alguns dos medalhistas olímpicos que fizeram discursos acalorados e veementemente contra a decisão do governo federal. O maior argumento dos atletas e dos dirigentes fez coro: todos afirmaram que o esporte é medida preventiva contra a violência e instrumento fundamental na retirada de jovens do mundo das drogas e do crime. Portanto, usar as verbas do esporte para criação de um sistema de segurança público seria uma “trapalhada, canetada irresponsável e retrocesso jamais visto”.

 

Assista aqui, na íntegra, a audiência pública realizada pela Comissão dos Esportes nesta quarta.

 

Na tentativa de inflamar ainda mais o discurso junto ao Congresso, por intermédio do deputado Moses Rodrigues, se reuniram a portas fechadas com o presidente do Senado Federal, Eunício de Oliveira; os representantes da CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário), CBDE (Confederação Brasileira do Desporto Escolar) e CBC (Confederação Brasileira de Clubes). O pedido dos dirigentes foi o mesmo apresentado em plenário. Após mencionar a problemática dos recursos, o apelo foi de intervenção junto à Presidência da República para que a medida fosse repensada. Após ouvir o clamor da classe esportiva, o Presidente do Senado se comprometeu a levar a solicitação diretamente ao conhecimento de Michel Temer.

Também cientes do importante papel que possuem na situação atual, o deputado João Derly, o ex- ministro do esporte Leonardo Picciani, e o presidente da Comissão dos Esportes Alexandre Valle prometeram jogar junto as entidades esportivas para reverter o cenário o mais rápido possível.  A MP tem caráter emergencial e já está em vigor, mas seu conteúdo se tornará lei se não for votado pelo Congresso em até 120 dias.

 

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